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Entrevista com Hiroshi Isoyama

por Stanley Pranin

Aikido Journal #119 (2000)

Traduzido por William Soares (Nippon kan Brasil)

Hiroshi Isoyama começou a treinar no Dojo de Iwama com o Fundador do Aikido Morihei Ueshiba ainda menino, com 12 anos de idade. Ele é um dos raros indivíduos – outro é Morihiro Saito – a ter sido exposto ao fundador durante o período de maturação do Aikido moderno. Isoyama é apaixonado pelo seu estudo do Aikido e o seu dinamismo se reflete em sua técnica explosiva. Agora aposentado, depois de uma longa carreira na Força de Auto-Defesa Aérea, Isoyama devota tempo integral em sua busca, treinamento e ensino. Ele tem se tornado imensamente conhecido internacionalmente devido as viagens para o exterior que tem realizado nos anos recentes.

Aikido em Iwama após a Guerra

Aikido Journal: Por favor, nos diga como o Sr. começou no Aikido.

Isoyama Sensei: Foi em 1949, que, como você sabe foi uma época muito difícil para o Japão. Minha família dirigia uma estalagem. Vários tipos de pessoa a freqüentavam, incluindo membros da yakuza, e dado esse fato, eu pensei que seria burrice não aprender algum tipo de arte marcial. Aconteceu que o dojo local de aiki (ainda não se chamava “Aikido”, e o dojo se tornaria conhecido como “Aiki Shuren Dojo”) havia acabado de iniciar classes para crianças, então eu e outras crianças do bairro nos inscrevemos. Eu tinha doze anos na época.

O-Sensei ainda estava morando em Iwama nessa época?

Sim, apenas depois de 1955 que ele, gradualmente, começou a fazer viagens para fora de Iwama. O-Sensei ensinava na classe de crianças da noite.

A instrução era a mesma do Hombu Dojo em Tóquio?

Eu não sei como eram as aulas em Tóquio naquele tempo, mas ele costumava circular pelo dojo e segurar o pulso de cada estudante individualmente e os ensinava daquela maneira. Ele mesmo não fazia ukemi, mas ele fazia qualquer que fosse a técnica – shomenuchi ikkyo, por exemplo – para cada pessoa no tatame individualmente enquanto todos olhavam. Ele nunca dava nenhum tipo detalhado de explicação.

Não havia tatami no dojo, então o treino poderia ser bastante doloroso. Essa era uma das razões pelas quais era difícil fazer com que as pessoas treinassem ali. Depois de alguns anos eles, finalmente, colocaram tatame no dojo, mas nos havíamos treinado no chão por tanto tempo que, no início, tivemos dificuldade em nos ajustar. Se acontecesse de você bater sua cabeça no chão, fazia um grande barulho, mas a dor nunca parecia penetrar em toda a sua cabeça. Depois que colocamos o tatami, no entanto, a dor atingia você bem no centro. Naturalmente, a maneira que realizávamos o ukemi mudou quando fomos do chão de madeira para os tatames.

Foto tirada em Iwama nos anos de 1950
em frente ao Templo do Aiki. Isoyama é o segundo da
direita enquanto que Morihiro Saito é o segundo da esquerda.

Além de Saito Sensei, quem já estava naquela época?

Havia pessoas como o falecido Takeo Murata, Sakae Shimada (atual representante da Federação da Prefeitura de Ibaraki), e Sachio Yamane. Em todo o caso, como eu disse antes, não havia muitas pessoas treinando naquele tempo. Também, Kunio Oyama, que mais tarde se tornou estudante e profissional de wrestler Rikidozan, e pessoas que estavam lá como uchideshi.

Eu sei que o Sr. acabou se juntando às Forças de Auto-Defesa Japonesa.

Sim, eu me alistei nas Forças de Auto-Defesa e fui enviado à Chitose em 1958.

O Sr. fundou um clube de Aikido lá em Chitose?

Sim. No início meus únicos estudantes eram membros da polícia militar americana, mas, por fim, eu fui solicitado pelo comandante da guarnição para ensinar os membros das Forças de Auto-Defesa Japonesas também. Eu aprendi inglês lá também, devido a necessidade.

Usando um bigode tipo guidão
durante os primeiros anos na
Força Aérea de Auto-Defesa.

Durante a sua recente visita em Los Angeles o Sr. ensinou em inglês?

Sim, totalmente em inglês! Que outra língua?! (risos)

Uma vez que muitos de seus estudantes entre os membros da polícia militar americana deveriam ser fisicamente maiores que o Sr., o Sr. teve que improvisar novas maneiras de fazer suas técnicas funcionarem com eles?

Eu certamente tive. Praticar com pessoas como aquelas é totalmente diferente do que trabalhar com pessoas menores que você. Fazer mesmo alguma coisa como ikkyo contra um oponente muito maior é muito difícil, especialmente em termos do modo que você deve entrar e do “timing” que você tem que utilizar. Treinar com pessoas como aquelas foi uma grande experiência da qual eu aprendi muito.

Minhas técnicas de kataguruma e gansekiotoshi, por exemplo, começaram quando eu comecei a ensinar koshinage. Quando eu tentava realizar o koshinage em alguns daqueles homens altos eles podiam simplesmente pisar em cima de mim; não importasse o quanto eu tentasse a técnica, Eu não conseguia arremessá-los porque a diferença de altura significava que eu não conseguiria encaixar os meus quadris em uma boa posição em frente aos quadris deles. Então eu tive a idéia de tentar colocá-los atravessados em meu ombro ao invés de atravessados nos meus quadris, e foi como eu comecei a utilizar essas técnicas. Eu não estava tentando ser bruto ou espalhafatoso, eu estava apenas tentando fazer com que a técnica funcionasse. A necessidade é a mãe da invenção!

Lá em Chitose havia muitos lutadores de wrestler e de box e outros que igualmente vinham caçoar do trabalho que estávamos realizando. Devido ao alistamento do período de guerra, havia todo o tipo de pessoa dentre os militares americanos. Normalmente durante a prática de Aikido você entra e aplica a técnica enquanto o oponente está se movendo com o seu ataque, mas quando eu fazia isto muitos deles reclamavam que ainda não estavam prontos; eles queriam que eu deixasse que eles me segurassem bem ou me estrangulassem e, então, vissem se eu ainda era capaz de realizar as minhas técnicas. Normalmente em minha prática o oponente ataca de frente e se move ao redor do nage, então o uke não tem chance de aplicar o seu ataque de forma completa. Mas isso não os convencia e eles queriam, primeiro, me agarrar firmemente e depois me desafiar a tentar sair.

Em outras palavras, o Sr. teve que atuar sob as circunstâncias mais difíceis.

Havia um camarada, lutador de wrestler que havia ficado em sexto lugar nas olimpíadas de Helsinki, que rolou no chão e me agarrou por trás de modo que eu não podia utilizar minhas mãos ou pés, e, daquela posição me desafiou a tentar me mover. A única parte de meu corpo que ainda estava livre era a cabeça, então eu bati com a minha cabeça para trás em seu rosto e bati na cartilagem de seu nariz com a minha cabeça. Isto é proibido no wrestling, obviamente, mas essas regras não se aplicam ao budo. Enquanto eu atingia o seu rosto eu soltei um kiai (grito) e utilizei a abertura momentânea para me livrar. Eu lhe disse então: “Isto é budo”! E ele se convenceu. Esse tipo de coisa acontecia quase que diariamente.

Alguma vez o Sr. falou com seus estudantes americanos a respeito do fundador, Morihei Ueshiba?

Sim, eu cheguei mesmo a levar alguns deles à Iwama para encontrá-lo. Eles não acreditaram quando me viram ser jogado para todos os lados do tatame por O-Sensei. Eles disseram, “como pode alguém como você, que pode nós jogas a todos facilmente, ser jogado por aquele homem velho?!” Eu repliquei, isso é o que eu gostaria de saber” (risos). Eu expliquei que Aikido não tinha nada a ver com a idade da pessoa. Ele perguntaram se poderiam tentar agarrar o O-Sensei eles mesmos, e um dos mais entusiasmados tentou e foi derrubado e aprisionado no mesmo instante em que tentou. Eles não entendiam como eles haviam sido controlados daquela forma; eles apenas sabiam que haviam sido controlados.

Na última vez em que estive nos Estados Unidos eu encontrei um daqueles ex-militares que haviam sido meus estudantes. Eu não o via por quarenta anos. Depois de ter conseguido o seu shodan ele retornou para os Estados Unidos, se graduou por uma universidade em Boston e, depois, serviu como oficial no Vietnam. Depois ele entrou para o FBI onde, por muitos anos, esteve envolvido e no ensino de técnicas de aprisionamento, ou o que nós poderíamos chamar de “taihojutsu”em japonês. Ele utilizou a internet para me ajudar a encontrar alguns daqueles que haviam sido meus estudantes naqueles tempos. É maravilhoso a forma que o Aikido constrói relações como aquelas. Mesmo se você as perde por um tempo, sempre há um caminho através da qual elas retornam para você novamente.

Budo como uma tendência do Aikido

Como você diria que a sua ênfase na importância do budo no Aikido se desenvolveu?

Uma vez que eu esteja na posição de ensinar Aikido, eu sinto que eu tenho que me manter orientando em uma direção consistente. Pessoas praticam Aikido por uma variedade de razões – para se manter em forma ou para manter a saúde, entre outras coisas –, mas é claramente o “budo” budo que o fio condutor por trás do Aikido. Não há problema com pessoas que praticam Aikido simplesmente para se manter em forma, mas eu acho que elas também devem cultivar o tipo de vigilância que nos leva constantemente a evitar mostrar aberturas a potenciais oponentes. Isto é um aspecto importante do budo, e eu acho que negligenciar isso ou permitir que se torne uma parte menor de nosso treino resultará em uma divergência do real espírito do Aikido.

O pensamento do fundador mudou no decorrer dos anos entre o tempo que ele começou a ensinar Aikido e no final de sua vida, então naturalmente os tipos de movimento que ele utilizava também mudou. Houve poucas pessoas que tiveram contato direto com ele durante a passagem de várias décadas, então de diversas maneiras, é como a velha estória dos três homens cegos tocando diferentes partes de um elefante e dando diferentes descrições de como um elefante é. Nesse sentido, eu me pergunto se existe alguém que compreenda a grandiosidade de O-Sensei de forma completa.

Algumas pessoas estavam em contato com O-Sensei quando ele estava disseminando Aikido puramente como budo; outros apenas começaram a aprender com ele depois que o seu pensamento se desenvolveu de forma a enfatizar o Aikido como “o caminho da harmonia”; ainda há outras pessoas que estudaram com ele, mais tarde, em diferentes períodos de sua vida. Todos terão diferentes pontos de vista e interpretações, e eu não acho que seja possível se dizer que qualquer um desses pontos de vista seja melhor do que o outro.

Eu também acho que há diferenças dependendo da idade do estudante. Pessoas mais jovens naturalmente procuraram um tipo mais forte de Aikido, enquanto pessoas que eram mais velhas podem ter mergulhado em aspectos tais como a harmonia e o espírito, e então isso foi o que cada um absorveu do O-Sensei. Aspectos como esse mostram como é difícil se falar do Aikido em termos claros e precisos.

Como você sabe, O-Sensei nunca escreveu muito a respeito de Aikido em livros, embora algumas técnicas tenham sido registradas no [livro] Budo. Algumas vezes eu me pergunto porque ele não escreveu mais a respeito do Aikido, mas, por outro lado, eu acho que posso entender: seu pensamento se desenvolveu gradualmente, e ele deve ter pensado que qualquer coisa que tenha escrito em sua juventude poderia entrar em contradição com seu pensamento posterior. A mesma verdade se aplica a suas técnicas: se ele tivesse dito algo definitivo sobre elas em um determinado ponto, ele poderia acabar se contradizendo depois conforme ele evoluísse.

Outra dificuldade é que pessoas diferentes tendem a interpretar as palavras de O-Sensei de modos diferentes, embora ele possa ter dito a mesma coisa para todas elas. As pessoas então terminam por expressar sua própria interpretação como se elas tivessem absorvido tudo o que ele quis dizer, elas acabam provocando pequenas variações e, eventualmente, alguns enganos.

Quando O-Sensei ensinava ele nunca dava nenhum tipo particular de explicação. Uma das razões era que muitas pessoas que vinham treinar com ele faziam parte de uma certa camada alta da sociedade; por exemplo, oficiais militares, políticos, praticantes de alto nível de outras artes marciais, pessoas do setor financeiro, chefes de empreendimentos privados, e outras pessoas bem estabelecidas e respeitadas em seus campos de atuação. Dar muito detalhe para pessoas como essas, por exemplo, ensiná-las coisas como “este é o modo adequado de se fazer uma inclinação [saudação]”, entre outras coisas, poderia ser considerado algo desconcertantemente ofensivo.

Durante a prática O-Sensei geralmente falava em linguagem honorífica com indivíduos da alta camada social bem como com seus estudantes regulares. Eu me sentia muito tocado por aquela atitude e pela forma com a qual ele interagia com as pessoas.

Um exemplo pode ser o debate a respeito do atemi, que raramente é aplicado como parte das técnicas de Aikido. Quais são seus pensamentos a respeito do uso do atemi, a partir de uma perspectiva combativa?

Realizar um atemi apenas por realizar um atemi resulta em nada mais do que uma forma vazia. Não existe razão de se usar atemi a não ser que o seu golpe seja do tipo que tenha um efeito real. Um atemi não tem, necessariamente, que ser um sopro mortal, mas deve ser capaz de provocar uma certa porção de dano real. E mais, se você quer pensar seriamente a respeito de atemi, você também tem que pensar a respeito de chutes.

Karate, por exemplo, possui excelentes técnicas de socos e golpes. Eu devo dizer que a maioria dos movimentos de Karate é predominantemente retos, enquanto que o Aikido tende a enfatizar os movimentos esféricos. Ambos possuem pontos fortes e aberturas e eu não acredito que você possa dizer incondicionalmente que um seja melhor do que o outro. Em todo o caso, se você vai utilizar socos e chutes como atemi no Aikido, você tem que pensar constantemente a respeito de como incorporá-los de forma a adaptá-los ao “timing’ e levar em conta outras características do movimento do Aikido.

A controvérsia das novas armas

O uso de armas no Aikido é outro assunto que possui um número de diferentes pontos de vista. O Sr. acredita que as armas possuam um papel no treino de Aikido?

Eu definitivamente acredito que elas possuam. Técnicas como tachidori (técnicas de desarme de espadas) e jodori (técnicas de desarme de bastão) são incluídas nos exames de nível de dan, e pessoas que só estiveram treinando técnicas à mãos livres não serão capazes de executá-las, não é mesmo?

E mais, se você não tem um bom domínio de técnicas de armas, não há como você ser capaz de responder adequadamente quando o seu oponente tem uma arma. Você acha que você vai ter algum sucesso se um conhecedor de kendo desafiar você a tentar o tachidori do Aikido contra sua espada? Ou se um praticante do Muso-ryu jo der a você uma chance de tirar o seu jo, você seria capaz de fazer isso facilmente? Eu duvido.

Eu acredito que técnicas de armas são extremamente importantes, mas eu também acho perigoso treiná-las de forma superficial; se você vai treinar técnicas de armas, então as pratique de forma apropriada e profunda. Esta é uma razão pela qual eu acredito que existe muita necessidade de se estudar práticas como o tachidori e jodori em muitas variações. Tantodori (técnicas de desarmamento de facas), também, é uma coisa que eu pratiquei contra uma lâmina real, mas apenas algumas variações. Tudo o que você precisa é de uma ou duas técnicas, e se você realmente as dominar, então eu acho que você está bem equipado para se defender contra tais coisas. Obviamente, toda vez que armas estão envolvidas sempre haverá um elemento de perigo.

Uma vez que nós não podemos praticar com lâminas de verdade no dojo, nós utilizamos espadas de madeira (bokuto), mas se você quer tornar o seu treino tão efetivo quanto possível é essencial que você pense no bokuto como uma lâmina de verdade, não apenas um pedaço de madeira. Isso inclui realizar seus ataques de modo rápido e decisivo e cheio de intenção. Você não será capaz de cultivar o grau apropriado de seriedade se você está cortando de forma que o único propósito seja realizar um ukemi. É uma boa idéia ter esse tipo de coisa no fundo de sua mente quando você estiver treinando com armas.

Geralmente é dito que não há competições no Aikido. Eu penso que há diferentes dimensões de significado para isso, mas O-Sensei uma vez disse, “Vitória e derrota são meramente relativos, de forma que o Aikido não busca a força relativa, mas a força absoluta. Portanto o Aikido é o treino diário para se ‘vencer antes de lutar’.”

Como o Sr. acha que era a visão do Fundador sobre as técnicas de armas? Por exemplo, de acordo com Morihiro Saito Sensei, o Fundador treinava muito com armas e, conseqüentemente o Aikido de Saito Sensei contém muitas técnicas de armas. Por outro lado, outros apontam que o Fundador não ensinava armas no Hombu Dojo, e, de fato, se zangava quando as pessoas treinavam armas lá.

Eu acho que é provavelmente verdade que o O-Sensei não ensinasse técnicas de armas no Hombu Dojo. Isso talvez se desse porque ele não tinha muito tempo para treinar lá. Quando ele estava de volta à Iwama ele tinha bastante tempo para esse tipo de coisa, e aqueles dentre nós que estávamos lá aprendíamos armas como a ken [espada] e o jo. Então o que Saito Sensei diz é correto, e também está certo o comentário de que O-Sensei se zangava se as pessoas praticassem armas no Hombu Dojo. De fato, eu mesmo vi o O-Sensei zangado, embora fosse porque as pessoas estivessem fazendo técnicas de espada em duplas (kumitachi) embora elas ainda não fossem capazes de realizar os movimentos solo (suburi) muito bem. Eu acredito que o O-Sensei considerava que se seus estudantes fossem estudar espada eles tinham que fazer isso de modo apropriado e ele se zangava se visse que seus alunos estavam apenas balançando suas espadas como se estivessem em alguma encenação de um drama samurai.

Uma vez, para uma demonstração com Saito Sensei – eu acho que quando eu era sandan – eu perguntei ao O-Sensei se eu poderia utilizar uma lâmina de verdade em nossa apresentação de tantodori, mas ele rejeitou a idéia. Eu acho que ele tinha um entendimento mais claro de minhas reais habilidades do que eu tinha na época e sabia que isso não seria uma boa idéia. Pouco tempo depois eu utilizei uma lâmina de verdade em uma demonstração na qual o O-Sensei não pôde estar presente e, claro, eu me acidentei. Eu me senti tão estúpido, e foi necessário que eu me ferisse para descobrir porque ele tinha negado o meu pedido na primeira vez.

Há pessoas que praticam outras artes marciais junto com seu Aikido, por exemplo misturando o Aikido com Iaido ou Karate. Alguns estudam Karate para descobrir maneiras de lidar com socos e chutes, enquanto outros estudam Kendo para aprender mais sobre o modo de cortar e atacar.

Eu acho que é bom fazer esse tipo de coisa até um certo ponto, mas eu também acho que se você leva isso muito além, colocando isso à frente de seu treino, é provável que você transforme o seu Aikido em mera luta. No final corre-se o risco de se assumir uma atitude de desafio a outras formas de budo pensando em como fazer melhor do que elas ou como vencê-las.

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